sexta-feira, 28 de junho de 2013

Qual o melhor investimento para a aposentadoria atualmente?

Internauta tem 25 anos e pergunta qual aplicação de baixo risco seria mais indicada para a aposentadoria

a: Sou médico recém-formado, tenho 25 anos, e atualmente ganho 15 mil reais por mês. Gostaria que vocês me informassem qual seria o melhor investimento para garantir uma aposentadoria tranquila. Sou conservador, não gosto de perder dinheiro e sei que esse investimento será a longo prazo, para utilizar somente quando eu for parar de trabalhar mesmo. Estou pagando o INSS desde o começo do ano.
Resposta de Fernando Meibak*: 
É importante ter essa consciência de poupança logo cedo. Aos 25 anos, é raro perceber pessoas com essa correta preocupação com o futuro. A tendência é de aumento da longevidade e será importante acumular reservas para ter um bom padrão de vida na idade madura.
Em sua idade, um patamar bom de poupança mensal é 15% de sua renda. Eu fiz algumas simulações com previsão de inflação e taxa de juros ao longo do tempo e cheguei a resultados muito positivos. Assumindo que sua renda mensal cresça a determinado padrão anual (por exemplo, 6% ao ano) e que você poupe 15% mensalmente, você terá acumulado aos 60 anos um valor de reserva que permitirá fazer saques mensais equivalentes a cerca de 50% de sua renda mensal naquela data, até os 90 anos.
Dentre os instrumentos de investimentos conservadores de renda fixa, gosto muito das Notas do Tesouro Nacional de longo prazo, série B. São títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, o menor risco de investimento no mercado. Esses papéis remuneram juros anuais, além da variação da inflação medida pelo IPCA.
Há títulos de prazo longo, com vencimento em 2045, 2050, que são muito indicados. Recentemente, tivemos uma forte deterioração de expectativas e o rendimento desses títulos subiu bastante. As taxas estão elevadas, próximas a 6% ao ano, sem contar o IPCA. É um excelente momento para iniciar esses investimentos. Prefiro os títulos chamados Principal, que acumulam os juros para o vencimento. Ou seja, não há pagamentos periódicos, como nas NTN-Bs "normais", que pagam juros semestralmente.
Faça um cadastro em uma instituição financeira para operar no sistema chamado Tesouro Direto. Os custos são muito baixos, melhores que os produtos concorrentes diretos, os fundos de previdência. Algumas instituições chegam a não cobrar taxas de administração (veja o ranking das taxas por instituições). 
E continue pagando o INSS. O sistema tem algumas limitações, mas tem também importantes benefícios.
*Fernando Meibak é sócio da consultoria Moneyplan, ex-diretor de gestão de investimentos do ABN-Amro Real e HSBC Brasil e autor do livro “O Futuro Irá Chegar! Você Está Preparado Financeiramente para Viver até os 90 ou 100 Anos?”.
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Envie outras dúvidas financeiras para seudinheiro_exame@abril.com.br.

22 imóveis que R$ 350 mil compram pelo Brasil

Veja os imóveis que você consegue comprar atualmente nessa faixa de preço em diferentes regiões do país

À venda por 350 mil reais

São Paulo - Para retratar como tem se comportado o mercado imobiliário no país, EXAME.com tem selecionado mensalmenteimóveis à venda por uma mesma faixa de preço em capitais de diferentes estados, com base em anúncios feitos no portal imobiliário Viva Real.

Na galeria deste mês foram selecionados 22 imóveis vendidos na faixa de 350 mil reais em: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Brasília.
No geral, são imóveis de dois ou três dormitórios, com menos de 100 m². Em locais como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, onde os preços são mais altos, apenas em bairros menos valorizados é possível comprar um apartamento de três dormitórios com essa quantia. 
Veja nas fotos quais são os tipos de imóveis que 350 mil reais compram atualmente. 
Acesse o link da fonte e veja as fotos.
Fonte: Exame

10 notícias para lidar com os mercados nesta sexta-feira

BTG ofereceu US$ 1 bi por mineradora para juntar à MMX; Mantega anuncia elevação do IPI para linha branca e móveis

 MMX, a única que já dá dinheiro
 BTG Pactual tenta unir mineradora à MMX por 1 bilhão de reais
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber.
1- BTG ofereceu US$ 1 bi por mineradora para juntar à MMX. A operação de resgate da MMX, a mineradora de Eike Batista, abriu uma nova frente. Além de negociar a venda da empresa com as multinacionais Glencore e Trafigura, os negociadores de Eike tentam fazer a fusão da MMX com mineradoras vizinhas do interior de Minas Gerais, para viabilizar o projeto.
2- Mantega anuncia elevação do IPI para linha branca e móveis. As alíquotas do IPI para itens da linha branca e móveis foram parcialmente recompostaspara o período entre julho e setembro, em uma medida que deverá gerar receita tributária de 118 milhões de reais ao governo, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira. 
3- Recompras de ações em junho podem movimentar R$ 2,7bi. Os programas de recompras de ações anunciados por companhias brasileiras em junho podem movimentar até 2,7 bilhões de reais, segundo cotações de fechamento dos papéis na véspera. Dez companhias anunciaram programas de recompra neste mês, incluindo Bradesco, BM&FBovespa, Cosan e o Banco do Brasil, dono maior delas, avaliada em 1,06 bilhão de reais. 
4- BC da China garantirá empréstimos e liquidez razoáveis. O banco central da China buscou acalmar os temores de que um aperto de crédito poderia afetar a atividade, afirmando nesta sexta-feira que autoridades vão garantir expansão razoável de empréstimos e mercados estáveis conforme a segunda maior economia do mundo se ajusta a taxas de crescimento econômico mais lentas. 
5- Petrobras tem de rezar para petróleo não subir, diz diretor. O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, acredita que só resta à Petrobras “rezar” para que a situação econômica não se torne mais desfavorável à estatal. Na visão do especialista, a recente alta do dólar em relação ao real deixa a Petrobras ainda mais à mercê de fatores sobre os quais não possui controle.
6- Bolsas asiáticas fecham em alta. Os mercados de ações da Ásiafecharam em alta nesta sexta-feira, uma vez que os investidores se mostraram menos preocupados com as políticas dos bancos centrais depois de comentários de autoridades do Federal Reserve na quinta-feira e uma amenização recente da crise de escassez de liquidez na China. 
7- Magazine Luiza vende participação em CD ao Fundo Kinea. O Magazine Luiza informou nesta quinta-feira, 27, que assinou um contrato de venda da sua participação de 76,7% no centro de distribuição (CD) localizado no município de Louveira (SP) para o Fundo Kinea Renda Imobiliária Fundo de Investimento Imobiliário - FII, pelo valor de R$ 205,5 milhões. Conforme o fato relevante, 90% desse valor foi pago hoje e os restantes 10% ficarão retidos numa conta vinculada até o cumprimento de certas condições precedentes. 
8- Confiança do comércio cai 3% no trimestre até junho. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 3,0 por cento na média do trimestre encerrado em junho, frente ao mesmo período do ano passado, ao passar de 126,4 pontos para 122,5 pontos, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).
9- Ajustes de portfólio deixam bolsas da Europa sem direção. As bolsas europeias operam dentro de margens estreitas nesta sexta-feira, 28, sem direção única, com os investidores ajustando seus portfólios no último dia de negócios do primeiro semestre de 2013. Analistas preveem um pregão calmo para esta sexta-feira, sem movimentos abruptos e provavelmente dominado por fluxos de fim de mês e trimestre.
10- Fitch eleva ratings da Camargo Corrêa para "BB". A Fitch elevou nesta quinta-feira, 27, os ratings da Camargo Corrêa e das suas subsidiárias de "BB-" para "BB" nos IDRs, em moeda local e estrangeira, com perspectiva estável. A nota nacional de longo prazo subiu para "AA-", de "A+", e a segunda emissão de debêntures, no montante de R$ 1 bilhão e vencimento em 2014, também foi elevada para "AA-" de "A+".
Com Estadão Conteúdo, Reuters. 

Aluguel com aniversário em julho deverá subir 6,31%

Os aluguéis com aniversário em julho e atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) devem ser reajustados em 6,31%. Essa foi a variação do indicador em 12 meses até junho. No mês, a alta foi de 0,75%.
Para calcular o novo valor, basta multiplicar o aluguel atual por 1,0631.

O indicador é calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e conhecido como "índice do aluguel", por corrigir a maioria dos contratos de locação.

FONTE: Folha de São Paulo

Inflação do aluguel se acelera e sobe 0,75% em junho

A variação acumulada em 2013 é de 1,74%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses até junho é de 6,31% 

SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), índice utilizado em reajustes de contratos de aluguel, se acelerou para 0,75% em junho na comparação com maio, quando ficou estável, em 0%, conforme informações divulgadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado do IGP-M de junho ficou levemente acima da mediana prevista pelas casas ouvidas pelo AE Projeções, de 0,74%, mas dentro do intervalo estimado, de 0,62% a 0,93%.
Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M subiu 0,68,% em junho, depois de queda de 0,30% em maio. O IPC-M variou +0,39%, contra alta de 0,33% em maio. Já o INCC-M avançou 1,96% em junho ante +1,24% no mês anterior.
A variação acumulada em 2013 é de 1,74%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses até junho é de 6,31%.

Inflação vai continuar a recuar no segundo semestre, afirma diretor do BC

Hamilton repetiu que a autoridade trabalha na direção de um IPCA menor que em 2012, quando atingiu 5,84%; no Relatório Trimestral de Inflação, contudo, a projeção para o índice subiu para 6%

BRASÍLIA - A inflação vai continuar a recuar no segundo semestre de 2013, segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo. "A inflação vai recuar no segundo semestre, esta é a nossa avaliação", disse. Ele repetiu ser possível, "sem dúvida", trabalhar na direção de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 fique menor do que o do ano passado (5,84%), conforme afirmou o presidente da Casa, Alexandre Tombini. "O cenário que foi traçado por Tombini está de pé", repetiu.  
O Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira pelo BC, no entanto, é bem mais pessimista do que as afirmações do diretor. No documento, a projeção do IPCA subiu de 5,7% para 6% ao final de 2013. Ao longo deste ano, Tombini e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeram em várias ocasiões uma inflação menor em 2013 do que em 2012. A queda da inflação também foi uma promessa da presidente Dilma.
Hamilton lembrou que Tombini também enfatizou o início do ciclo de alta de juros. "O BC iniciou o ciclo de ajustes em abril. E isso tem um lag", afirmou o diretor. "A inflação vai cair", continuou. Assim como em outros pronunciamentos do BC, ele admitiu que a inflação em 12 meses ainda vai aumentar em julho. "Provavelmente vai ficar acima do patamar de que está atualmente, mas, no segundo semestre, vai cair. Todas estas são avaliações que estão conosco", afirmou, sem querer mencionar quando a trajetória de baixa vai ocorrer.
O diretor deu ainda uma declaração importante a respeito dos efeitos da política monetária sobre a inflação deste ano: "O impacto da política monetária já é maior para 2014 (do que para 2013), mas há outros canais de transmissão", disse, sem especificar quais seriam esses canais.
Inflação de serviços. Hamilton afirmou que, no segmento de não comercializáveis, que inclui os serviços e onde não há concorrência externa, a inflação se mostra elevada, com alta de 9,7% nos 12 meses encerrados em maio. Os comercializáveis subiram 6,3% no mesmo período. Segundo o diretor, o dado positivo são os preços dos bens e serviços monitorados, que subiram 1,5% no período.
Hamilton afirmou ainda que praticamente todos os indicadores de inflação mostram uma taxa em 12 meses encerrados em maio deste ano acima do verificado em maio de 2012. Ele disse também que há um recuo da inflação em 12 meses desde março no atacado. "Claramente, há uma tendência declinante da inflação no atacado."
O diretor destacou que há recuo de commodities agropecuárias e metálicas, além de certa estabilidade nas commodities energéticas. Disse ainda que a inflação no segmento preços in natura está bastante elevada, alta de 43,2% em 12 meses até maio.
Consumo. O crescimento do ritmo do consumo das famílias tem sido moderado, bem menor do que dois ou três anos atrás e a tendência é de que esse consumo continue em expansão em um ritmo menor, na avaliação de Hamilton.
Sobre os investimentos, Hamilton destacou que houve um crescimento importante no primeiro trimestre do ano, dando continuidade à retomada que teve início do quarto trimestre do ano passado. Ele citou que a perspectiva é de continuidade de ingresso de IED, que os estoques estão ajustados e enfatizou a expectativa de que ocorram concessões em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias no segundo semestre. "Então, acredito que esses elementos indicam cenário positivo para investimento em 2013 e 2014", disse.
O diretor lembrou que o consumo do governo foi o componente da demanda agregada que mais cresceu no ano passado, apresentando uma taxa de 3,2%. "Se combinamos o consumo do governo com medidas de desoneração e o próprio recuo da arrecadação, o superávit terminou sendo menor do que o estimado no início de 2012", resumiu.
Em termos de demanda externa, as exportações mostram claramente, conforme Hamilton, uma tendência de recuo desde 2011, mas algo que está em linha com a atividade global. "As perspectivas são de que economia global cresça mais em 2014 do que em 2013 e mais em 2015 do que em 2014", previu. Ele disse também ser "natural" que se espere uma recuperação das exportações. Questionado por jornalistas sobre quando se dará essa retomada, o diretor respondeu: "quanto antes, melhor".

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